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| 12/03/2010
- VRS 813 |
| Rodovia Jacob Versteg |
Trecho da VRS 813 entre Farroupilha e Garibaldi recebe
o nome de Jacob Versteg, sepultado em Desvio Blauth
Família já reivindicava este regate histórico de Jacob Versteg há muitos anos. O projeto, de autoria do deputado farroupilhense Álvaro Boessio, foi aprovado por 48 votos favoráveis no Plenário da Assembléia Legislativa. Desta forma, o trecho entre Farroupilha e Garibaldi da VRS 813 será chamado a partir de agora como Rodovia Jacob Versteg. Uma justa homenagem ao imigrante alemão que sobreviveu a um sequestro de indígenas no século XIX. Ele morreu em 15 de janeiro de 1935, aos 80 anos de idade, e foi sepultado no cemitério evangélico de Desvio Blauth, ao lado de sua esposa Carolina.
Este trecho da rodovia tem 16,5 quilômetros e vai desde a entrada do bairro São José até o Parque da Fenachamp, fazendo ligação com a RST 446, em Garibaldi. Abrange as comunidades de São Luiz, Nova Sardenha, Desvio Blauth, Linha Paese e Desvio Machado e a partir de outros acessos secundários ela é caminho para outras comunidades do interior de Farroupilha, de Garibaldi e de Carlos Barbosa. Conforme um projeto antigo, o trecho serviria para a “Rota do Sol”, inclusive até já havia um traçado cortando algumas propriedades de Desvio Blauth. Com a construção da estrada RST 453, ligando Farroupilha a Bento Gonçalves, o projeto foi deixado de lado.
Com suas curvas e lombadas, a VRS 813 é uma alternativa de ligação mais próxima entre Farroupilha, Carlos Barbosa, Garibaldi e a região do Vale do Taquari (via Rota do Sol). O trecho está em estado regular de conservação, mas as comunidades estão satisfeitas e mencionam que sua pavimentação é uma reivindicação de longa data. O trecho de estrada de chão era antigamente o caminho principal utilizado pelos veículos que vinham do Vale do Taquari e seguiam em direção ao norte do estado.
A região por onde cruza a Rodovia Jacob Versteg é repleta de propriedades rurais, sendo a fruticultura uma de suas principais atividades. Às suas margens estão empresas que investiram no progresso desta região, com facilidade de escoamento de sua produção para outros centros próximos. O trecho também é repleto de história e a estrada se confunde em seu trajeto com a antiga estrada de ferro. Segundo se sabe, a estrada é mais antiga que a linha férrea, e as duas se cruzam em vários pontos em Linha Paese, Desvio Blauth e Desvio Machado.
Sobrenome continua em Farroupilha
Segundo a história, Lamberto Versteg teria sido o único com este sobrenome a vir para o Brasil. Através de seu filho, Jacob Versteg, que hoje dá nome à rodovia VRS 813, criou-se uma descendência direta. Outros sobrenomes foram se incorporando com os casamentos de filhas mulheres. Geração após geração através dos filhos homens, o sobrenome ainda continua em várias partes do Estado e até fora dele. Em Desvio Blauth, onde está sepultado Jacob e sua esposa Carolina, encontramos um neto e um bisneto que ainda dão continuidade ao sobrenome Versteg.
O agricultor Artur Versteg tem 75 anos e é filho de Guilherme Versteg, um dos filhos de Jacob. Ele nasceu no dia 2 de fevereiro de 1935, alguns dias após a morte do avô (15 de janeiro). Artur pouco sabe sobre o avô e o que aconteceu com ele quando estava com os índios. A não ser o que o pai Guilherme contava, e o que foi relatado por Jacob para o Monsenhor Matias Gansweidt, autor do primeiro livro escrito em alemão. Artur tem sete filhos (Alcindo, Ademir, Carlos Alberto, Ivete, Salete, Janete e Lisete) e dos filhos homens espera ter mais descendentes que levem adiante o sobrenome Versteg.
Outro parente direto de Jacob em Desvio Blauth é Enio Versteg. Ele é filho de Albino, neto de João, um dos 14 filhos de Jacob. Tem 4 filhos: André, Fabrício e Marcos e Anelori.
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