Personalidades

Rudialva é sinônimo de beleza e simpatia

30 de Julho de 2015

Rudialva Vigolo Passarin não perdeu a pose de miss. Após título conquistado em 1998, descobriu novos talentos e é figura conhecida nos eventos oficiais do município


 

Claudia Iembo
Especial


A tarde era mais do que especial, aniversário de 35 anos. Cumprimentamo-nos e ela foi logo passando a informação, como se precisasse de pretextos para receber abraços. Não precisa porque é naturalmente simpática, atributo além de toda beleza física com a qual foi presenteada pela herança genética e dádiva divina. Rudialva Vigolo Passarin circula pelo centro administrativo da prefeitura, onde trabalha na Secretaria do Planejamento, e segue emprestando seu charme em eventos da prefeitura, nos quais é a responsável pelo Cerimonial e Protocolo.

Difícil falar sobre alguém que continua sendo notícia depois de ter sido Miss Itália Nel Mondo, aos 18 anos. Em uma pesquisa sobre ela, as informações estão ali: carreira, casamento, conquistas e por aí vai. Mas quando se tem contato maior com Rudialva, as inspirações aparecem como frutos de uma empatia que ela estabelece sem muito esforço. Tipo de pessoa com a qual é possível conversar bastante. É espontânea, divertida.

Conhecida na cidade, a moça que cresceu dançando em CTG, cedo ganhou destaque pela beleza. Em 1998, com apenas 18 anos, foi eleita soberana da Fenakiwi, depois do Entrai. Por consequência acabou sendo levada a um concurso e ganhou o título de Miss Itália Nel Mondo. “Na época foi a primeira dama Dolores Maggioni quem me levou! Não esperava ganhar. Sabia que podia conseguir o de miss simpatia, mas me surpreendi com o resultado. Depois disso tive convite para viver na Itália, trabalhar por lá, mas eu não tinha maturidade para isso e não era o que eu queria. Queria fazer a faculdade de Direito para ser delegada de polícia, mas no caminho mudei de ideia”, conta a advogada.

Em 2007 foi assessora de bancada do PDT na Câmara de Vereadores de Farroupilha e então o destino acabou desviando sua rota para Flores da Cunha, onde se casou com Cristian Passarin, em 2009. “Morei em Flores de 2009 a 2013 e neste tempo eu advogava em Caxias do Sul e auxiliava o Cristian na vinícola dele. Em 2012 nasceu meu filho Francisco e aí tudo mudou mesmo. Hoje, sinto-me plena por causa da maternidade”, confessa.

A ocasião do nascimento do filho foi também marcada por dramas pessoais vividos por Rudialva, que a deixaram mais forte, segundo ela. “Poucos dias antes do bebê nascer, o Cristian se acidentou no Motocross. Foi feio! Ele perdeu todo o nascimento e os primeiros meses do filho. Eu fiquei na casa dos meus pais, aqui em Farroupilha. Não foi nada fácil, mas passou!”, relembra, consciente de que só ela mesma sabe da dor que sentiu.

Saiu de Flores da Cunha para aceitar o convite da atual administração municipal. “Nunca tinha feito cerimoniais e protocolos, mas encarei o desafio. O primeiro evento foi logo a Semana Farroupilha de 2013! Foi muito tenso para mim, mas descobri que gosto mesmo disso”, diz sem esconder que já cometeu erros ao microfone.

Rudialva afirma que o trabalho que executa hoje combina com seu jeito de ser. “É algo muito mais descontraído que o Direito. O contato com o público acontece de forma mais leve, descontando a tensão inicial que existe sempre antes de qualquer evento. No entanto, não descarto voltar a advogar porque é algo que vejo em meu futuro”, confessa.

Paralelo à vida profissional, a moça bonita de olhos verdes expressivos e sorriso constante vive as descobertas do papel de mãe com o filho de três anos de idade e faz planos de uma nova gravidez no futuro. Acostumou-se às viagens profissionais do marido e sente-se feliz por viver perto da família: os pais Romeu e Elíria, o irmão André, a cunhada Ivana e o sobrinho Arthur. “Ter a família por perto é tudo de bom. Tenho muito auxílio com o Francisco para que eu possa cumprir meu trabalho”, diz.

Abriu mão de uma vida de modelo consciente sobre aquilo que não queria para si. Viajou, conheceu lugares e pessoas e voltou para sua terra natal, para o lugar onde enfrentou as brincadeiras infantis por causa do nome diferente, lugar onde cresceu e onde cresce, a cada dia, a cada escolha.
Para matar a curiosidade, Rudialva foi o nome que caiu nas graças de dona Elíria, ao descobrir que a criança vizinha assim se chamaria. Gostou tanto que usou em sua própria filha. Assim conta a dona do nome. “As pessoas me chamam de Rudi! Fazer o quê?”, diz, rindo.

Contrariando o apelido, Rudialva é pra lá de agradável e sabe como ninguém atrair e cativar a atenção das pessoas. Seja em grandes ou pequenas plateias.